À GLÓRIA DO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO
LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE
DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS
LOJ\ MAÇ\ KERUB A OR\ DE DUQUE DE CAXIAS-RJ
Nós, IIr\ MM\ reunidos nesta data de 21 de abril de 2002, quando se comemora em nosso país os eventos relacionados a Tiradentes, consideramos, acordes e unanimemente:
I- Que os trabalhos maçônicos por nós desenvolvidos se pautarão pelos princípios da Maçonaria Universal ou Landmarks, porém adaptados à mentalidade cristã e ao bom senso;
II- Este aclaramento se deve ao fato de que a maçonaria, a partir de 1717, foi paulatinamente descristianizada e, além, que as antigas Marcas ressentem-se de um certo espírito elitista que não se ajusta perfeitamente à Lei do Amor, também denominada Fraternidade Universal.
III- Também se deve acrescentar que o mesmo espírito cristão que iluminou o Rosacrucianismo e o Martinismo inspirou o lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, donde nós aceitarmos o referido lema como uma bandeira de luta em todos os campos.
IV- Finalmente, que se explica e justifica a alteração das antigas marcas pelo mesmo espírito cristão e pela idéia do incessante progresso do espírito humano na busca do Ser, sua meta superior, ou divinização. Ademais, a intocabilidade das ditas Marcas é um efeito retórico mais do que uma norma como o provam as alterações nelas feitas ao longo do tempo.
V- Que todas as questões que afetem a vida deste corpo de irmãos serão discutidas em loja e dirimidas por votação democrática, sendo tal espírito democrático uma norma absoluta de tal forma inconteste que tudo que venha a ferir tal norma, venha de onde vier e tenha o peso que tiver, será considerado automaticamente nulo.
VI- Este esclarecimento se faz necessário porque a reforma de 1717 introduziu na maçonaria o autoritarismo como norma e o abuso do poder como regra constitucional.
VII- Ademais, sendo o princípio de Igualdade uma norma, não se concebe a formulação de nenhuma outra regra ou norma que não esteja de acordo com tal princípio, isto é, que não seja votada em loja pelos irmãos que a freqüentem regularmente.
VIII- Diga-se ainda que o princípio de Liberdade é ferido toda vez que se tenha de aceitar uma lei, norma ou regra que não o seja feito livremente: Deus fez o homem sem que ele o soubesse, porém daí em diante nada fez sem que ele concordasse. E isto é acorde com a tradição maçônica explícita na expressão consagrada pelo uso : “ homem livre e de bons costumes”. Sendo tudo que contrarie a Liberdade humana um ressaibo do despotismo das antigas monarquias e um resíduo do absolutismo monárquico, será, por isto mesmo, motivo da nossa mais veemente repugnância.
IX- Fica claro, pois, que todo poder vem do povo e em seu nome deve ser exercido. Portanto, todo cargo ou título que conceda ao portador poder sobre nós será submetido ao unânime consenso da Loja, sem cuja aprovação será considerado uma usurpação; e o usurpador não possui qualificação legítima.
X- Eis também porque a aceitação de novos membros deverá ser por unanimidade, pois a aderência de todos a a um novo irmão o agrega de fato à egrégora da Loja.
XI- Consideramos que nossa meta é o constante estudo e perquirição da verdade em todos os campos e sem exceção, não ficando, pois, de fora os estudos do esotero-misticismo. De fato, sendo a maçonaria uma instituição que se fundamenta numa atitude especulativa sobre uma base operativa, toda teoria e prática existentes estarão sujeitas e afins ao nosso campo de pesquisas. Afastamo-nos, pois, do preconceito tolo que exclui qualquer fatia do pensamento humano, pois tudo que pertence ao homem é do nosso interesse.
XII- Finalmente, fixamos como objetivo prático desta Loja o dever e o direito de trabalhar pela evolução e progresso espiritual, moral e material de nossas pessoas, de nossa família e da humanidade, nessa ordem de importância e de valor.
XIII- A presente declaração de princípios pode ser abrogada ou alterada em qualquer tempo, desde que assim o queira a vontade geral dos irmãos desta Loja e o seja feito em votação democrática com maioria de dois terços.
A presente Declaração vai assinada pelos membros presentes nesta sessão de 21 de abril de 2002.
Transcrevemos abaixo, a seguir, a DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DO GOMEB como consta na PROPOSTA PARA INICIAÇÃO:
1- A Maçonaria proclama, como vem fazendo desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de “Grande Arquiteto do Universo”.
2- A Maçonaria não impõe limites à livre investigação da verdade e à liberdade de pensamento e de consciência, defendendo a mais plena liberdade de expressão e de pensamento como direito fundamental e inalienável do ser humano e é para garantir a amplitude dessa liberdade que ela exige a tolerância.
3- A Maçonaria é acessível aos homens e mulheres de todas as raças e de quaisquer crenças religiosas, credos políticos, sistemas filosóficos e ideológicos, desde que sejam livres e de bons costumes.
4- A Maçonaria combate a ignorância, a superstição e a tirania e qualquer forma de prejulgamento do ser humano baseado em raça, religião ou credo político, ideológico ou filosófico.
5- A Maçonaria condena a exploração do homem pelo homem, o cerceamento por qualquer forma da liberdade, os privilégios ou regalias indevidas, enaltece o mérito da inteligência, a prática da virtude, bem como o valor demonstrado na prestação de serviço à Ordem, à Pátria e à Humanidade.
6- A Maçonaria, por ser uma entidade mediadora nos choques ideológicos entre os homens, proíbe em suas Oficinas discussões sobre matéria político-partidária ou religiosa-sectária.
À GLORIA DO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO
DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DE UMA FEDERAÇÃO MAÇÔNICA
1- Os órgãos membros dessa Federação constatam a necessidade da criação de um Organismo Maçônico pautado pela Tradição da Maçonaria Universal e realmente concorde com o lema LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE. É desejável que tal Organismo funcione como uma Associação de Maçons .
2- Tal Organismo, meramente aglutinante, não terá autoridade administrativa na vida prática dos seus afiliados; trata-se, pois, de um Corpo cujas decisões terão o peso de uma simples sugestão. Portanto, a organização de cada entidade maçônica coletiva não é da alçada desse Organismo, podendo tais entidades coletivas ser autônomas e independentes ou vinculadas ao sistema obediencial.
3- O objetivo principal desse Organismo será o fortalecimento dos laços de solidariedade, amizade e operatividade entre seus membros, desenvolvendo ao máximo o pleno sentido do lema LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE, estabelecendo, por isso, o apoio recíproco entre seus participantes.
4- Esse organismo acata a afiliação de entidades maçônicas coletivas de todo o Orbe maçônico, tais como: Triângulos maçônicos, Lojas ou Capítulos e mesmo de Potências maçônicas. A afiliação poderá ser de: órgãos membros totalmente integrados, órgãos membros simplesmente afiliados e órgãos membros simpatizantes. Os totalmente integrados optam por seguir uma maçonaria mista, mística e livre, segundo o espírito da Declaração de Princípios e por esta Minuta; para estes será lícita a intervisitação. Os simplesmente afiliados são os que não seguirem algum dos princípios acima, mas permitirem a intervisitação. Finalmente, são simpatizantes os que não permitam o direito de intervisitação mas apóiem esta Federação. Todos seguindo, em linhas gerais, os Princípios e as Bases da Maçonaria Universal ao menos nos seus graus simbólicos.
5- Para esse Organismo, um triângulo será formado por três irmãos maçons que tenham, no mínimo, o grau de companheiro maçom. Uma Loja constará de pelo menos cinco companheiros maçons, dirigidos por um mestre maçom. É desejável que uma Loja que atinja o número de sete mestres maçons em seu quadro seja dirigida por um mestre instalado, dado que isto a torna uma Loja Justa e Perfeita sendo este o padrão ótimo de uma coletividade maçônica, aceito pela Maçonaria Universal.
6- A autoridade máxima desse Organismo, seu órgão legislador e magistral será o colegiado formado pelos máximos representantes das Entidades Coletivas a ele filiadas, que tomará o nome de CONSELHO.
7- O CONSELHO elegerá entre seus pares, por período de dois anos - que poderá ser renovado por mais dois apenas - um Presidente e um Vice, os quais terão apenas função representativa e coordenadora. Cabe ao Presidente nomear seus auxiliares – secretário, tesoureiro, etc - para a administração da Associação.
8- O ingresso nesse Organismo se fará mediante um Ato de Adesão escrito, assinado e com firma reconhecida. Quando feito por uma entidade maçônica coletiva, o Ato de Adesão poderá ser assinado pelo seu representante legal, apenas.
9- Essa Federação Maçônica reserva-se o pleno direito de avaliar a idoneidade do membro proponente, e a exeqüibilidade da sua proposta, podendo, caso ele não preencha os necessários requisitos, recusá-lo. É desejável, para aprovação da proposta de admissão, a Fidelidade Litúrgica a um rito já existente, qualquer que seja.
10- Esta Federação, assim idealizada, terá sua vida prática iniciada a partir do momento em que contar com três propostas de entidades maçônicas coletivas, devidamente assinadas e com firma reconhecida em cartório, registradas no seu Livro de Propostas de Adesão.
11- Os demais itens desta Carta serão elaborados pelo CONSELHO ou por pessoa idônea por ele eleita.
OBS- Em virtude do momento crítico que atravessamos, para a GLORIA DO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, e escudados na confiança dos irmãos, que nos autorizaram a elaborar esse modesto rascunho em 9 de agosto de 2002, para fins de registro histórico, assinam seus idealizadores: Marlanfe, Marcus Vinícius, Valdinei, Roberto G. de Matos e João Roberto – em nome de PENTAGRAMATON.
Leia também o texto sobre Maçonaria e o Cristianismo (clique aqui).
O Templo: pesquisa do Ir.: Marlanfe Michaelis Rocha de Oliveira.
Aprendiz 01: pesquisa do Ir.: HARRY PESSANHA.
Aprendiz 02: pesquisa do Ir.: HARRY PESSANHA.
Aprendiz 03: pesquisa do Ir.: HARRY PESSANHA.
Aprendiz 04: pesquisa do Ir.: HARRY PESSANHA.
Maçonaria Mista: por MARLANFE TAVARES DE OLIVEIRA
Câmara do Meio: por ROBERTO MORENO