A
tarosofia é o sistema desenvolvido pelo Prof. Marlanfe no qual a
leitura das cartas como oráculo é apenas uma conseqüência de uma parte dos
estudos por ele desenvolvido. O objetivo principal é que os alunos consigam
identificar as cartas do tarot como as diversas situações reais apresentadas
na vida e vice-versa.
Assim
o aluno aprende a enfrentar os obstáculos naturais que cruzarem seu caminho e a
responder-lhes com presteza e correção, afim de que se organize a vida dos
iniciados e possam viver melhor o dia-a-dia.
A
câmara, lâmina ou carta do tarot é estudado com profundidade e cada uma é
acompanhada do seu respectivo ritual iniciatico, visando dar uma experiência
ao(s) corpo(s) não visível(eis) do homem.
Isto
era feito no antigo Egito, era o sistema de educação deles, de forma que
quando o indivíduo terminava as 22 câmaras ele detinha todo o conhecimento
daquele povo naquela época. Era um mestre.
A
origem destas formidáveis cartas é bastante obscura ainda. Uma das lendas mais
antigas sobre elas afirma que foram encontradas gravuras em pratos de ouro,
semelhantes as dos arcanos maiores do tarot, em Mênfis, sobre o altar no templo
de Ptah. Porém muitos dos estudiosos do assunto afirmam que as lâminas são
originárias do livro de Toth (que era
o deus da sabedoria secreta). Este livro encontra-se desaparecido.
Além
disso, ha aqueles que rastreiam o tarot em fontes mas antigas ainda. Para estes,
no qual me coloco junto, Toth seria um insigne sacerdote egípcio de distinção
entre seus pares, tanto que foi incluído posteriormente na galeria de deuses egípcios.
Este sacerdote teria pego os arcanos
menores (56 ao todo) e sintetizado os mesmos, confeccionando assim os arcanos
maiores do tarot. Os arcanos menores teriam sido repassados aos egípcios
por uma civilização ainda mais antiga: os Atlantes. Os arcanos menores era o
sistema de educação atlante, e isso foi copiado pelos egípcios
posteriormente, sob orientação dos primeiros.
A
tradição afirma que grandes místicos se reuniram na cidade de Fez, em
Marrocos, no início da Idade Média, afim de prevenir que uma tragédia como a
recente destruição da biblioteca de Alexandria, interrompesse a transmissão
da tradição. Eles sabiam também que deveriam precaver-se dos preconceitos que
uma obra tradicional, como livros, sobre estes assuntos despertariam. Sabiam
também que os cristãos ortodoxos não aceitariam nenhum simbolísmo que
fugissem aos já por eles consagrados. Assim, um livro
de gravuras com todo o conhecimento iniciático foi elaborado.
Entre
os grandes ocultistas do passado que estudaram o tarot, temos Eliphas Levi Zahed,
nome como qual o abade da Igreja Católica Apostólica Romana , Alphonse Louis
Constant publicou obras de ocultismo. Em seu livro "Dogma e Ritual da Alta
Magia", Levi estabeleceu as relações dos arcanos maiores com o alfabeto
hebraico e os 22 caminhos da árvore da vida.
Ele
acreditava que as cartas fossem um alfabeto sagrado oculto, atribuída pelos
hebreus, a Enoch, filho mas velho de Caim; pelos egípcios, a Hermes Trimegistus,
o deus egípcio Thot; e pelos gregos, a Cadmus, que fundou a cidade de Tebas.
Papus,
nome hemético adotado por Gerard Encausse, fundador e líder da Ordem
Espiritual dos Martinistas e também membro da Ordem da Rosa-Cruz, se aprofundou
no caminho aberto por Eliphas Levi, e relacionou o tarot à cabala.
Aos
todo, o tarot são setenta e oito cartas: cinqüenta e seis são os arcanos
menores e vinte e dois formam os arcanos maiores. É importante relatar que os
arcanos menores originaram as cartas comuns de baralho. Eles se dividem em
quatro naipes: Pentagrama (ouro), Taças (copas), Gládios (espadas) e Bastões
(paus). Na tarosofia estudamos, inicialmente, os arcanos maiores.
Obviamente
não estudamos todo o conhecimento do nosso tempo, porém o significado sintético
da carta é relacionada com nossos tempos para melhor compreensão.
As cartas 1,4,7,10,13,16,19 são relacionadas com o físico.
As cartas 2,5,8,11,14,17,20 são relacionadas com a
mente.
As cartas 3,6,9,12,15,18,21 são relacionadas com o
astral.
ARCANOS
MAIORES DO TAROT
| 00 ou 22. O Louco | ||
|
1. O Mago |
3. A Imperatriz |
|
|
4. O Imperador |
5. O Papa |
|
|
7. O Carro |
8. A Justiça |
9. O Eremita |
|
11. A Força |
12. O Enforcado |
|
|
13. A Morte |
14. A Temperança |
15. O Diabo |
|
16. A Torre |
17. A Estrela |
18. A Lua |
|
19. O Sol |
20. O Julgamento |
21. O Mundo |
É
impressionante como as cartas se relacionam com a cabala. O estudo aprofundado
das mesmas nos mostra uma versão um pouco diferente do que relatamos na
homepage daquele assunto. Como um evento visto de dois pontos diferentes. Em essência,
conduzem ao mesmo objetivo.
Numa
interpretação ampla aplicada a qualquer um de nós, vejamos abaixo que as
cartas de zero ao nove representam o homem, do nascimento a velhice:
O
LOUCO - é a criança até andar. Não sabe para onde vai, é completamente sem
direção, inconseqüente. Liberdade, caminhar.
O
MAGO - somos nós, ainda criança quando nós percebemos e ao mundo também.
Passa a utilizar os cinco sentidos. Vai até os 3 anos aproximadamente. Organização.
A
SACERDOTISA - desperta-se aqui as abstrações, o pensamento. Passamos a
verbalizar, o mundo do intelecto começa a aflorar no mundo infantil. Estudo.
A
IMPERATRIZ - reconhece a primeira autoridade sobre ele, a mãe. Ela é seu
contato direto com as demais coisas que o cercam. Ela supre suas necessidades,
é fecunda. Produtividade.
O
IMPERADOR - é a segunda autoridade ao qual a criança reconhece e se submete, o
pai. Este é o provedor da casa. Os dois últimos arquétipos vão até os sete
anos. O Rei Operário.
O
PAPA - é a formação dos valores étnicos e sua escala. Aqui confirma as
demais autoridades sobre si e seu relacionamento com seus pares. De sete a doze
anos. Ensino da Experiência.
OS
AMANTES - é a adolescência. Crise entre submeter-se as normas sociais ou ser
"ele mesmo". Discussão dos valores adquiridos. Vai dos doze aos
dezoito ou vinte e um. Tomar Decisão.
O
CARRO - é a independência e auto-afirmação, o início da maior idade. As
experiências o levaram a fase adulta. Dos dezoito até trinta a trinta e cinco,
para a maioria. Processo/Encontro.
A
JUSTIÇA - atingiu um bom grau de maturidade. Sabe quando falar e quando calar.
É sensato, criterioso e ponderado. Julgamento Pela Razão.
O
EREMITA - sua existência terrena chegou ao cume em relação as experiências.
Ë sábio. Sua velhice deve ser um prêmio a consciência, deve ser aproveitada
e vivida. Isolamento Reflexivo.
"Cada
sistema filosófico é mera tentativa, da parte do intelecto, de criar uma ordem
lógica no aparente caos de imagens nascidas no inconsciente. As categorias
intelectuais são um modo de sintetizar a nossa experiência desse mundo não
verbal. Cada uma delas é uma espécie de sistema de grade superposto, se assim
o quiser o leitor, à experiência crua de nossa natureza humana mais profunda.
Cada sistema desses é útil e, nesse sentido, "verdadeiro" - mas cada
um deles é único. Encarados um por um, os vários padrões nos oferecem
escaninhos convenientes para organizar experiências psíquicas. Sobrepor,
todavia, as muitas grades uma à outra seria distorce-lhes a simetria e
destruir-lhes a utilidade."
(
C. G. Jung )
"O
Tarot é uma máquina verdadeiramente filosófica, que evita que a mente
devaneie, ao mesmo tempo que deixa sua iniciativa em liberdade; ele é a matemática
aplicada ao Absoluto, a aliança do positivo com o ideal, uma loteria de
pensamentos exatos como números, talvez a mais simples e mais grandiosa do gênio
humano... Se uma pessoa que estivesse encarcerada sem nenhum outro livro além
do tarot soubesse como utilizá-lo, poderia em poucos anos adquirir conhecimento
universal e seria capaz de falar a respeito de todos os assunto com inigualável
cultura e com inesgotável eloqüência..."
(
Eliphas Lévi )
Disposições
e procedimentos para leitura.
BIBLIOGRAFIAS:
Dogma e Ritual da Alta Magia, Eliphas Levi, Ed. Pensamento;
Jung e o Tarô, uma jornada arquetípica, Sallie Nichols, Ed. Cultrix;
Os Arcanos Maiores do Tarô, G. O. Mebes, Ed. Pensamento;